Final de semana, em meio as grandes chuvas em Manaus, um belo domingo de sol incentivou a visita a Ilha da Paciência, próximo de Iranduba, permitindo assim conhecer a Ponte sobre o Rio Negro.
Juntamos a tralha de pesca, que no meu caso é só anzol e linha, separamos uma caixinha de cerveja e um refrigerante (pra mulherada ficar tranquila) e partimos rumo a Iranduba. Passamos pela ponte e apreciamos a beleza que está o monumento e a bela visão que ela proporciona do Rio Negro. Coisa linda linda! Pena que passamos de carro, e não conseguimos tirar umas fotos melhores.
Em Iranduba, paramos na feira para comprar os produtos da caldeirada: tomate, cheiro verde, tucupi, cebola e pimenta. Com tudo na mão, fomos para o porto improvisado, que hoje está sendo cortado pelo rio: o que antes era uma rua, hoje passa uma forte correnteza, onde foram instalados barzinhos e flutuantes e a galera se diverte no local. Ali também parte a maioria dos barcos para passeio nos rios, com preços variados. Confesso que gostaria de uma estrutura melhor e mais organizada, mas era o que tínhamos. A parte boa foi ver aquela muvuca, com os peixes fresquinhos e frutas aos monte!
E você, já perdeu a paciência? Calma que estamos indo para ilha da paciência J! Chegou nossa rabeta (canoa com um pequeno motor). 40 minutos até a casa de um amigo que mora na ilha. Passamos por alguns outros pontos que estão também alagados (é a cheia meu povo!), cortamos o rio e chegamos a humilde e aconchegante residência, que nesse momento não possui um pedaço de terra para pisar, apenas água ao seu redor.
A ilha da paciência é uma comunidade ribeirinha que fica localizada próxima a Iranduba, cortada pelo rio Solimões, mantida em sua maioria por evangélicos. Essas informações são não oficiais, pois nunca fui bom repórter
.
O anfitrião estava a nossa espera e há 3 dias iniciára a pescaria, aguardando nossa chegada. Show de bola! Fomos direto tratar o peixe e arrumar um lugar pra fazer a churrasqueira. Tiramos lenha, arrumamos uma placa de metal e improvisamos churrasqueira em cima do mine porto da casa, que era o único local acima da terra. Enquanto isso a vovó preparava a Caldeirada!
O almoço foi d+! Os mais diversos tipos de peixe: pacu, sardinha, branquinha, mapará, traíra, tambaqui e peixe liso (sem escama). Para acompanhar, aquele delicioso molho que só eu sei preparar (preciso saber fazer alguma coisa)!
Após o almoço, fomos tirar onda de pescador e conhecer esse riozão que nos cerca. Tentamos de linha e de malhadeira. O que mais conseguimos foram umas latinhas de cerveja seca dentro da canoa
. Tô brincando. Titia pegou umas sardinhas e a malhadeira trouxe uns peixes também. O que valeu mesmo foram a animação, a brincadeira, a conversa e aquela paisagem que nos faz esquecer qualquer problema.
A cheia proporciona uma paisagem sem igual: nos permitir tomar banho em um lugar onde antes era um campo de futebol, realmente é fantástico e assustador. Para o morador da casa é um sinal de alerta, visto a alta velocidade de avanço do rio.
O bom dessa vida é que eu, “grande” conhecedor em estudos na cidade, foi quem mais aprendeu na ilha. Aprendi que não precisa de uma grande piscina para a criançada brincar. Bóia pra que? Se tem uma tampa de uma caixa d’água. Uma criança me mostrou orgulhosa o canteiro de cebolinha que ela mantém. Trepar na árvore pra apanhar ingá: há quanto tempo não via/fazia isso. Não sei o porquê do nome da ilha ser Paciência, mas acho que deve ser pela maneira que eles levam a vida, tudo no seu devido tempo, com educação das crianças e avançando com pensamento sustentável.
Torço para que a ilha continue preservada e que os visitantes utilizem de seus recursos naturais mas de maneira sustentável, sem agredir a natureza. Afinal, ela é nossa e precisamos preservar.
Para a família que nos recebeu, o meu muito obrigado digital, pois já agradeci pessoalmente. E nos aguarde que em breve retornaremos.
Obrigado também aos participantes: Michely, Nilton, Suely, Fabrício (Pangaré), Vovó Edna, Ney e sua esposa.
Um forte abraço!








































